Deixamos-nos entreter com o essencial, (dignidade, profissionalismo, trabalho) e vergamos nossas atenções àquilo que deteriora o nosso perfil como educadores, ou seja, preocupamos-nos, essencialmente, com "casos."
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Com o passar do tempo, a educação em Moçambique foi conhecendo diferentes metamorfoses, tanto ao nível de modelos de formação de professores..., quanto à conceituação de alguns empréstimos, refiro-me da questão "caso" ou se quiser "meu caso."
A Escola, desde os tempos, não deixou seu carácter segregacionista, discriminótorio e excludente, tanto que, actualmente surgiu o fenómeno de "casos".
Muitos professores, no final de cada trimestre ou ano apadrinham, independentemente da condição desse aluno/estudante (em termos de aproveitamento das aprendizagens) ao ponto de o "caso" passar de classe.
É uma medida, como bem dizia, excludente, pois outros alunos que não possuem laços de familiaridade com professores (dessa escola) e/ou cujas famílias não têm poder são prejudicados.
Uma análise mais detalhada pode levar-nos a conclusões segundo as quais, os alunos que não são apadrinhados são apenas usados pelo sistema como "fauna acompanhante", como joio, como aquilo que deve ser separado do alimento. Estão alí apenas para justificar o baixo aproveitamento, quando não é verdade.
Entretanto, quanto às Aprendizagens esses alunos (os não-casos) vezes sem conta demonstram vontade, motivação e as notas são resultado do cúmulo das aprendizagens.
Outrosim, o aproveitamento dos alunos não abrangidos pelo fenómeno "caso" são os que revelam conhecimento da matéria em relacão que os privilegiados.
Portanto, o fenómeno "caso" vicia, o aluno que entrar nele dificilmente sai. As vezes entra sozinho, ou com ajuda dos pais, ou como familiar do professor... Os alunos de "caso" não avançam sozinhos, precisam sempre de reboque. O Sistema reboca-o no Primário, e outros factores rebocam-no do Secundário até determinadas universidades ou determinadas formações profissionais de curta duração. Esses na sua maioria não tem domínio de leitura e escrita. Meia volta "o caso" tornar-se Senhor Professor e o não caso, porém inteligente, o regime o segrega até o tornar marginal.
Quão bárbara é a educação!
A Escola, desde os tempos, não deixou seu carácter segregacionista, discriminótorio e excludente, tanto que, actualmente surgiu o fenómeno de "casos".
Muitos professores, no final de cada trimestre ou ano apadrinham, independentemente da condição desse aluno/estudante (em termos de aproveitamento das aprendizagens) ao ponto de o "caso" passar de classe.
É uma medida, como bem dizia, excludente, pois outros alunos que não possuem laços de familiaridade com professores (dessa escola) e/ou cujas famílias não têm poder são prejudicados.
Uma análise mais detalhada pode levar-nos a conclusões segundo as quais, os alunos que não são apadrinhados são apenas usados pelo sistema como "fauna acompanhante", como joio, como aquilo que deve ser separado do alimento. Estão alí apenas para justificar o baixo aproveitamento, quando não é verdade.
Entretanto, quanto às Aprendizagens esses alunos (os não-casos) vezes sem conta demonstram vontade, motivação e as notas são resultado do cúmulo das aprendizagens.
Outrosim, o aproveitamento dos alunos não abrangidos pelo fenómeno "caso" são os que revelam conhecimento da matéria em relacão que os privilegiados.
Portanto, o fenómeno "caso" vicia, o aluno que entrar nele dificilmente sai. As vezes entra sozinho, ou com ajuda dos pais, ou como familiar do professor... Os alunos de "caso" não avançam sozinhos, precisam sempre de reboque. O Sistema reboca-o no Primário, e outros factores rebocam-no do Secundário até determinadas universidades ou determinadas formações profissionais de curta duração. Esses na sua maioria não tem domínio de leitura e escrita. Meia volta "o caso" tornar-se Senhor Professor e o não caso, porém inteligente, o regime o segrega até o tornar marginal.
Quão bárbara é a educação!
Timóteo Ribeiro
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