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Relógio diabólico

Em tempos de apocalipse profundo, rei Ntubi não sossegava, pois não passava um dia sequer sem que um dos seus mutumes morresse. O poder dos lebas, curandeiros do rei, não mais funcionava. Havia um ano em que filha de rei sofreu picada de cobra sumba, tendo os lebas feito tudo e nada resultado. Safi morreu dias depois. Curandeiros de todos os cantos reuniram-se para analisar a situação, pois animais bem como a população morriam sem que ninguém descobrisse a causa. Contudo, nessa conferência, chegou-se à conclusão que se tratava de manifestações dos últimos dias. Os pés estavam mergulhados no apocalipse terreno. [...] Depois que o rei morreu, constituiu-se nova liderança. Ntubi II tomou as rédeas do reinado sob fortes contestações internas. Apesar disso, as mortes recuaram. Os animais engordavam do pasto. A vida da população voltara à normalidade. Havia festa ali e acolá. As plantas também não tinham escapado a fúria do mal, mas felizmente já haviam começado a esverd...
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A inegável realidade Não há regras sem excepções, mas geralmente, o que acontece quando o africano estuda é: 1. Perder amigos, porque estes (amigos) sentem-se inferiores e por outro lado 2. Ele mesmo demonstra orgulho e tudo faz para não ser acessível diante massas analfabetas, Com efeito, vemos africanos, sobretudo os que acumularam certos níveis escolares, enfrentando dificuldades de (re)inserção no seio da sociedade, ou melhor, certos amigos isolam-se deles, não há convívio social saudável, pois os amigos menos escolarizados ou então não escolarizados, sentem-se inferiores ao ponto de não se deixar aproximar. Há vezes que até dizem, "que conversa vamos ter com ele...". Portanto, se auto discriminam. Às vezes, isso observa-se quando estes regressam para terra de origem, sabe-se que muitos africanos nascem nas zonas rurais e seguem os estudos nas cidades. Então, assim que regressam para as zona de origem, (quer de férias, quer de visita), nota-se que alguns amigos, sobr...

Não ao retorno à guerra

No more war= não a guerra Part 1 Em Abril de 2013, mergulhámo-nos naquela que chamaram de conflitos armados, não aceitaram que dissessemos que estávamos em guerra. Para eles, não se tratou de guerra porque não tinha sido declarada. Sendo (declarada) como não, cidadãos civis morreram, assistimos casos em que pessoas eram incineradas dentro da viatura, povo andou horrorizado. Basta! Houve paralização da actividade escolar, hospitalar, houve fome, pois a agricultura de cabo curto de que Moçambique depende para o sustento do povo foi posto em causa porque com o tam-tam das metralhadoras, o pacato camponês não ia à machamba, procurava refugiar-se junto à família num lugar supostamente seguro. Basta! Esses episódios aconteciam enquanto a N1 estava condicionada, as pessoas viajavam de colunas e sob riscos, porque em consequência disso, muita gente morreu, mesmo com escolta. Basta! Como forma de ac...

Quando se trabalha ao serviço da falta

Não há quem não tenha medo e seu comportamento não altere ao ouvir que acaba de ser marcado falta a seu favor. A falta carrega consigo cargas muito negativas. A falta pode enegrecer o  desempenho do funcionário, empobrecer a carreira e prejudicar todo um currículo. Há instituições cuja cultura de trabalho é afável, os funcionários sentem-se socializados e a comunicação flui eficiente e favoravelmente a todos. Nessas instituições reina o tipo de liderança cooperativo, neste caso o líder, o gestor aprende e orienta seus colaboradores, num ambiente pacífico, pois há consciência comum do alcance dos objectivos. Este tipo de gestor sabe que o alcance de objectivos da instituição depende do esforço, da motivação, da entrega de cada um dos funcionários. Daí que, instituições como estas, o funcionário, mesmo doente leva seus medicament...

Temos pressa em publicar

Tem se dito, o melhor cozinheiro não precisa muito tempo para pôr à mesa um prato de desfiar os dedos. E um mau cozinheiro precisa de todo tempo do mundo para fazer zaragatas de prato. Ora bem! Essa é uma máxima discutível, portanto, se calhar, o bom cozinheiro não precise gastar tempo porque ele se planifica, sabe o que vem a seguir, quanto tempo leva para confeccionar o prato. Prontos, seja como for, o cozinheiro não precisou de hora extra, mas precisou apenas do tempo previsto para ter pronto o prato. Deixemos de falar de comida, antes que nos "bote fome na barriga". Eu queria que um dia deixasse de ser assim, deixasse também de profetizar ou relacionar "factos com realidades". É sem dúvida que o mundo está numa corrida desenfreada rumo ao mercado. Com efeito, assistimos cenários que nos põem a reflectir, ora vejamos, actualmente: 1. As indústrias expõem ao mercado produtos não acabados; 2. M...

Cresce no país o número de jornais fantoches

Isso vem de há tempos..., a imprensa moçambicana é rica, pois existem mais de 25 Jornais em todo país. Contudo, nem todos jornais são fiéis aos paradigmas estabelecidos por lei de imprensa, portanto, muitos violam as mais básicas regras para a redacção e publicação da informação. Cresce vertiginosamente o número de jornais cujos jornalistas não vão ao terreno, não entram em contacto com a realidade limitando-se apenas em descrever o que ouvem dizer. Sabe-se que ouvir dizer pode constituir fonte fidedigna, mas não se descarta a hipótese de confrontação com o objecto, pois diz um adágio popular: caril dado não constrói lar. Precisa é você descobrir a fonte e extrair peixe, segundo o seu poderio. Para além disso, nota-se em Moçambique dois tipos de jornais, uns que falam verdades, outros que falam a verdade, contudo de forma errónea. Esse (segun...

A escola tornou-se uma ilha

Actualmente, os pais desinteressaram-se (totalmente) com os filhos, com a escola, com o processo, enfim, estão distanciados de tudo, menos os resultados. Os pais vêm a escola como repositório de seus filhos. Os pais não estão interessados, inclusive com a aprendizagem dos filhos. Os pais distanciaram-se da escola de tal modo que (até) negam participar em reuniões para divulgação de resultados (aproveitamento pedagógico dos filhos.) os pais (que todos somos), isolamo-nos (com sucesso) da vida escolar. ……. …… …… O aluno pouco se interessa, pois em casa, o local em que serviria de réplica do que o aluno aprende na escola, nada acontece. Este larga da escola, chega em casa, fecha os olhos e atira seu caderno para qualquer parte de dentro, sob olhar impávido e sereno de seus pais. Já não vemos pais que chegam na escola procurar saber a evolução, o desempenho, o comportam...