Actualmente, os pais desinteressaram-se (totalmente) com os filhos, com a escola, com o processo, enfim, estão distanciados de tudo, menos os resultados.
Os pais vêm a escola como repositório de seus filhos. Os pais não estão interessados, inclusive com a aprendizagem dos filhos.
Os pais distanciaram-se da escola de tal modo que (até) negam participar em reuniões para divulgação de resultados (aproveitamento pedagógico dos filhos.) os pais (que todos somos), isolamo-nos (com sucesso) da vida escolar.
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O aluno pouco se interessa, pois em casa, o local em que serviria de réplica do que o aluno aprende na escola, nada acontece. Este larga da escola, chega em casa, fecha os olhos e atira seu caderno para qualquer parte de dentro, sob olhar impávido e sereno de seus pais.
Já não vemos pais que chegam na escola procurar saber a evolução, o desempenho, o comportamento do seu educando. Deixam o ano correr, mas correr bem e no fim eis que te liga pedindo aos cotovelos para o filho passar de classe.Como?
A escola tornou-se uma ilha! A escola deixou se ser um lugar de socialização. Eis que algumas escolas são autênticos campos de batalha. A escola tronou-se Tarrafal e Bazargada. É por esse facto que recrudescem comportamentos desumanos: esfaqueamentos, bulling, discriminação... Os pais estão nem aí!
A escola não deve ser feita apenas de professores e alunos. Os principais intervenientes, de todo um processo, são os pais e encarregados de educação. Os pais é que “decidem” o que é fundamental, pertinente, essencial e fulcral para seus filhos. Os currículos devem ser reflexo das ansiedades sociais, locais e nacionais.
A escola deve ser espaço em que perpetue o ambiente de paz, respeito mútuo, respeito pela diferença, enfim, verdadeiro espaço de socialização. A intervenção de pais e encarregados de educação propicia todo esse ambiente anteriormente descrito.
Actualmente, o professor tem medo de repreender o aluno, sob pena deste (professor) ser batido, enfeitiçado...
A escola virou um campo de libertinagem, virou um campo fértil para fecundar toda imundície. Os pais desligaram-se (totalmente) com o processo e a escola virou sim, um campo em que germina todo mau exemplo:
Alunos saem de casa com cabelos longos. Outros limpa-no, porém desenhando caminhos na cabeça… raspam sobrancelhas, diminuem pálpebras. Afunilam uniformes, encurtam saias de uniformes, deixando bonecas às mostras, para além de que, as vezes, aparecem sob efeito de drogas…Puxa! Os pais estão viajando cegos num barrulho que não os faz ouvir a razão.
Ai de o professor atrever-se a usar régua e esquadro, ouvirá dos alunos:
- Eu saí assim de minha casa. Os meus pais viram eu a sair assim...
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Eu sei que vocês têm outras opiniões quiçá válidas, mas valorizem também a minha. Digo isso porque várias vezes conduzi este camião. Aliás, tenho a licença de condução.
Timóteo Ribeiro. In: desamarremos educação da política. 2016
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