Tem se dito, o melhor cozinheiro não precisa muito tempo para pôr à mesa um prato de desfiar os dedos. E um mau cozinheiro precisa de todo tempo do mundo para fazer zaragatas de prato. Ora bem! Essa é uma máxima discutível, portanto, se calhar, o bom cozinheiro não precise gastar tempo porque ele se planifica, sabe o que vem a seguir, quanto tempo leva para confeccionar o prato. Prontos, seja como for, o cozinheiro não precisou de hora extra, mas precisou apenas do tempo previsto para ter pronto o prato.
Deixemos de falar de comida, antes que nos "bote fome na barriga".
Eu queria que um dia deixasse de ser assim, deixasse também de profetizar ou relacionar "factos com realidades".
É sem dúvida que o mundo está numa corrida desenfreada rumo ao mercado. Com efeito, assistimos cenários que nos põem a reflectir, ora vejamos, actualmente:
1. As indústrias expõem ao mercado produtos não acabados;
2. Músicos não esperam pelo álbum, vão cantarolando cada música e publicando;
3. Erguemos nossas casas às pressas e demolimo-las na viga geral, pois descobrimos que o alicerce está cedendo;
4. As mulheres nascem depois de 1 mês de gestação;
5. Obras literárias são publicadas com uma série de erros;
6. Formamo-nos antes de adquirirmos as devidas competências;
7. Comemos como se não voltassemos a sentir fome;
8. Mudamos currículos sem, no entanto, auscultarmos os demais intervenientes no processo.
8. As notícias estão sempre em actualização;
Portanto, esses (acima) são apenas alguns exemplos da pressa em publicar que o mundo vive actualmente.
Isso faz-nos de mãos cientistas, piores criadores e tira-nos o mérito, empurrando-nos ao demérito.
O resultado de pressa em publicar, nota-se na falta de qualidade, pois as nossas músicas expiram no dia em que ouvimos tocar, os nossos filmes, as nossas obras literárias, não são atemporais, no entanto, expiram assim que os assistimos, assim que os tocamos.
Mas recordemo-nos que:
As músicas de Michael Jackson, John Lenon, Bob Marley, Prince Nico Mbarga, entre outros continuam atraindo as nossas atenções;
Os filmes de Milles O' Keef, Keanu Reeves, Bruce-Lee, entre outros actores, continuam atraindo as nossas atenções;
As obras literárias de Shakespeare, Madame de lá Fontaine, Roland Barthes, Voltaire, Saussure, Camões, Fernando Pessoa, José Craveirinha, Mia Couto, Chinua Achebe, entre outros escritores continuam sendo de leitura obrigatória.
Timóteo Ribeiro. A pressa é a mãe da imperfeição. 2018
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