Isso vem de há tempos..., a imprensa moçambicana é rica, pois existem mais de 25 Jornais em todo país. Contudo, nem todos jornais são fiéis aos paradigmas estabelecidos por lei de imprensa, portanto, muitos violam as mais básicas regras para a redacção e publicação da informação.
Cresce vertiginosamente o número de jornais cujos jornalistas não vão ao terreno, não entram em contacto com a realidade limitando-se apenas em descrever o que ouvem dizer. Sabe-se que ouvir dizer pode constituir fonte fidedigna, mas não se descarta a hipótese de confrontação com o objecto, pois diz um adágio popular: caril dado não constrói lar. Precisa é você descobrir a fonte e extrair peixe, segundo o seu poderio.
Para além disso, nota-se em Moçambique dois tipos de jornais, uns que falam verdades, outros que falam a verdade, contudo de forma errónea. Esse (segundo tipo) jornal é que chega até a mais recôndita barraca, o mais recôndito ponto.
Eu sou assinante de ambos tipos de jornais. Mas eu escolho qual ler. Outros recebo e nem folheio. Continuam até hoje no meu gabinete cheirando quentura do forno de impressão.
Insistirei falar de jornais de dois tipos noutro dia.
Outra coisa que preocupa a mim e que pode vir preocupar a você é o facto de que nas universidades, ultimamente, os estudantes para além de encomendar monografias, já não fazem pesquisas, aliás, já não vão ao terreno, limitando-se em imaginar e viciar dados.
Sei que vou, (como de sempre) ser apontado dedo no olho, mas eu prefiro que me ceguem, mas em vocês filtre, nem que seja, uma gota de verdade.
Portanto, hoje em dia cresce o número de cientistas/académicos que tudo fazem no gabinete, sem auxílio da fonte, sem trabalho in loco, sem investigação, sem pesquisa. Cresce no mundo uma geração incerta...
Timóteo Ribeiro. Comuniquemos com isenção, rigor, verdade, imparcialidade, clareza, actualidade. 2018
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