Apraz-me, com orgulho ferido, afirmar que calou-se eternamente a melhor voz feminina. A voz da moçambicana, vocalista da banda Eyuphuro, Zena Bacar calou-se. Julgo foi uma das melhores vozes, por que não, a melhor que os meus ouvidos já tiveram oportunidade de ouvir.
Zena Bacar não só encantava com a voz, como também, o modo como mexia os quadris, os ombros, enfim, foi uma escola em pessoa.
Recordo-me com muita mágoa as imagens da reportagem gravada num dos canais televisivos cujo assunto era mostrar aos moçambicanos, o modo como os músicos são mal(tratados). Eu não quis admitir no que via, pois uma divã, ícone, dama,...que impulsionou a cultura moçambicana, tivesse uma vida miserável igual a que os repórteres insistiam em vislumbrar.
São dos poucos músicos cujas letras estão traduzidas em outras línguas, contudo, boa parte das músicas de Zena Bacar foram traduzidas, pois são de inegável e educativo conteúdos.
Ainda nessa reportagem, Zena recordava-se de bons momentos da sua careira e se constrangia pelo facto de (na altura) encontrar-se a viver num apartamento afunilado. Havia arrendado nele um quarto. Naquele quartinho, ela devia dormir, cozinhar, lavar a louça, receber visitas, aliás, devia alí fazer tudo.
Zena devia ser acarinhado, mas não referir-me-ei de carinho, consolo, cooperação, união, num país em que o Ministério da Cultura não funciona. Cada um luta por si e Deus é para todos. Mocambique comparado com outros países africanos, encontra-se em uma posição super baixa, a respeito da consideração dos músicos pelo governo ou Ministério de tutela.
Não se explica o facto de falta de união dos músicos num país cujo Ministério da Cultura se compromete com os promotores da Cultura. Resultado, vemos muito pouca gente nos espectáculos promovidos pelos músicos moçambicanos em detrimento dos estrangeiros.
Outro ponto de referir é tribalismo na música. Nada se explica que eventos, por exemplo da cidade de Quelimane, 90% de músicos venham de sul. Não sou tribalista, tento lutar contra esse mal.
Voltando ao fio desse texto, importa referir que a doença de Zena não foi dada a conhecer (o que não é normal) até perder a vida à porta do hospital (segundo um canal televisivo, dados colhidos de um familiar próximo).
A cultura moçambicana está de luto, os moçambicanos estão de luto, os músicos deviam estar de luto, mesmo que o Ministério a isso não esteja interessado.
Zena Bacar não só encantava com a voz, como também, o modo como mexia os quadris, os ombros, enfim, foi uma escola em pessoa.
Recordo-me com muita mágoa as imagens da reportagem gravada num dos canais televisivos cujo assunto era mostrar aos moçambicanos, o modo como os músicos são mal(tratados). Eu não quis admitir no que via, pois uma divã, ícone, dama,...que impulsionou a cultura moçambicana, tivesse uma vida miserável igual a que os repórteres insistiam em vislumbrar.
São dos poucos músicos cujas letras estão traduzidas em outras línguas, contudo, boa parte das músicas de Zena Bacar foram traduzidas, pois são de inegável e educativo conteúdos.
Ainda nessa reportagem, Zena recordava-se de bons momentos da sua careira e se constrangia pelo facto de (na altura) encontrar-se a viver num apartamento afunilado. Havia arrendado nele um quarto. Naquele quartinho, ela devia dormir, cozinhar, lavar a louça, receber visitas, aliás, devia alí fazer tudo.
Zena devia ser acarinhado, mas não referir-me-ei de carinho, consolo, cooperação, união, num país em que o Ministério da Cultura não funciona. Cada um luta por si e Deus é para todos. Mocambique comparado com outros países africanos, encontra-se em uma posição super baixa, a respeito da consideração dos músicos pelo governo ou Ministério de tutela.
Não se explica o facto de falta de união dos músicos num país cujo Ministério da Cultura se compromete com os promotores da Cultura. Resultado, vemos muito pouca gente nos espectáculos promovidos pelos músicos moçambicanos em detrimento dos estrangeiros.
Outro ponto de referir é tribalismo na música. Nada se explica que eventos, por exemplo da cidade de Quelimane, 90% de músicos venham de sul. Não sou tribalista, tento lutar contra esse mal.
Voltando ao fio desse texto, importa referir que a doença de Zena não foi dada a conhecer (o que não é normal) até perder a vida à porta do hospital (segundo um canal televisivo, dados colhidos de um familiar próximo).
A cultura moçambicana está de luto, os moçambicanos estão de luto, os músicos deviam estar de luto, mesmo que o Ministério a isso não esteja interessado.
Timóteo Ribeiro
http://opais.sapo.mz/-se-fosse-ministro-da-cultura-funeral-de-zena-bacar-seria-nacional
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