Tempos Em que caía "chuva", de verdade, O mundo andava molhado, até aos bolsos
As torneiras joravam, não humidade, Comia-se a vaca e não a carne,
Bebia-se o porto e não o vinho, O mundo lutava pelo inteiro.
Mas, de uns tempos para cá, Com pouca água no aceano, Com rios a correrem fios d'água
Com a estiagem em todo o lado Com lamentação em todas bocas O peixe que sai é delgado.
Os abutres desceram e comem verduras, Porque o bolso não enche, a tensão subio,O cinto que ontem não servia, Hoje, estonteia-se e cai por dar volta, várias vezes, à mesma cintura.
O mundo corre atrás da mesma gota tripartida Nessa sagacidade de quem vota Na esperança de Bife e hamburger, Cai em sua mesa, xima com caril imaginário, pois, o aziago ajustou tudo e todos!
Timóteo Ribeiro: in. O ventre da crise 2018.
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